Dicas de gerenciamento de chão de fábrica – O que você precisa estar atento!

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O gerenciamento de uma linha de produção – ou chão de fábrica, como é popularmente conhecida – é sem dúvida um enorme desafio. Os profissionais que desempenham esse papel estão sempre em busca das melhores estratégias para que a linha tenha mais produtividade, agilidade e um alto nível de eficiência e qualidade.

Isso envolve desde o cuidado com o time de colaboradores, grandes investimentos em equipamentos, controles de produção, manutenções diárias, entre outras tantas atribuições.

O baixo rendimento em uma fábrica ou indústria pode ser causado por muitos fatores. Por isso o investimento em tecnologia é fundamental, especialmente no que tange à conexão entre as diversas áreas de uma fábrica.

O gerenciamento de dados torna mais assertiva a leitura sobre onde está a falha, possibilitando assim a correção dos erros, reduzindo consideravelmente os riscos.

Também é interessante ter um olhar sobre como melhorar o ambiente na linha de produção, com um time unido e motivado a produtividade aumenta e, consequentemente, o rendimento irá refletir nos resultados.

Neste artigo vamos falar um pouco sobre os pontos de atenção na gestão do chão de fábrica e como isso pode ajudar você a melhorar os resultados!

Ambiente e logística de layout no chão de fábrica

Quando se monta um espaço industrial é preciso estabelecer quais atividades serão feitas ali. Uma linha de montagem, produção ou “chão de fábrica” deve ser estabelecida de maneira estratégica sob muitos pontos de vista; engenharia, ergonomia, maquinário, logística, saneamento e saúde, risco biológico (se for o caso), entre outros.

Um layout mal elaborado pode causar perda de tempo no processo e queda acentuada na produtividade da equipe. Podemos citar como exemplo um funcionário que perde muito tempo ao precisar atravessar um galpão inteiro para cumprir uma tarefa simples, tudo isso porque o que ele precisa não está ali, próximo ao seu posto de trabalho.

O processo interno de uma fábrica está vinculado ao trânsito e movimentação de funcionários e máquinas, dentro do espaço onde a linha de produção está estabelecida; e isso deve ser pensado antes e – caso não tenha sido – é necessário ser adaptado depois.

Esteiras rolantes, empilhadeiras, veículos de pequeno porte para deslocamento interno, entre outras, são algumas das maneiras de resolver pequenos ajustes. Porém o ideal é começar certo,  mapeando as atividades, com o auxílio da engenharia para desenhar onde melhor irá funcionar a logística das máquinas no processo de produção.

Além disso, ouvir a equipe é uma excelente maneira de entender o que tem atrapalhado o desempenho e a produtividade na prática. As famosas “caixinhas de sugestão” podem ser usadas a moda antiga ou de maneira digital, assim os colaboradores podem sugerir melhorias ao ambiente que irão refletir no rendimento.

Manutenção de equipamentos e setup de máquinas

Um custo que pode ser reduzido é quanto à manutenção das máquinas que, quando conservadas e observados os manuais e instruções dos fabricantes, evita inclusive perda de tempo com setups. Os setups mal administrados podem causar grandes prejuízos, somados à perda de tempo com a linha parada e desperdício de matéria prima em alguns casos.

É importante que a gestão do chão de fábrica considere esse planejamento dos setups que, com ferramentas digitais contribuem significativamente no cálculo sobre o tempo de produção e da atividade produtiva de modo geral. Nesse fator, os gerentes de produção e os operadores das máquinas são os maiores aliados dos gestores, em especial dos que investem em tecnologia e software de gestão. Afinal, as ferramentas tecnológicas emitem relatórios com dados que atestam o uso adequado do maquinário garantindo que estão sendo preservadas suas características de uso correto.

Capacitação de pessoal e avaliação de desempenho

É evidente que os colaboradores – quando não habilitados ou mal treinados – tendem a estar mais suscetíveis ao erro. Logo, investir na contratação de pessoas com formação, conhecimento técnico e experiência de atuação é fundamental; além de, sem dúvida, investir na capacitação para reter talentos, oferecendo cursos e treinamentos técnicos necessários a medida que novas máquinas e equipamentos surgirem no mercado e na fábrica.

De modo geral, investir na capacitação além de ser uma boa prática para reter talentos, torna o colaborador um parceiro, que “veste a camisa” e por consequência disso é mais preocupado com a excelência em seu trabalho, evita desperdício e trabalha de forma a preservar os equipamentos e cuida para que tudo corra bem na condução do maquinário e da produção.

Os treinamentos devem ser periódicos e com canal aberto para solicitações e dúvidas. O retorno do investimento sobre os custos com os treinamentos voltam em qualidade do produto/serviço, produtividade e desempenho. Desempenho esse que pode e deve ser avaliado, também periodicamente.

E aí esbarramos novamente na transformação digital pela qual a empresa, fábrica ou indústria deve passar para que consiga ter um sistema que avalie e aponte, de maneira confiável e com dados consistentes esta avaliação.

Por fim, ter um planejamento de produção e um espaço de trabalho organizado vai fazer diferença. Atuar com um gestor que dialoga de maneira próxima com a equipe de chão de fábrica, que tenha perfil de liderança, que entenda a diferença entre custo e investimento, sabendo onde e quando investir, certamente será o grande divisor de águas de uma indústria; e ainda, ter visão de futuro, saber reverter situações desfavoráveis, e claro ter uma rede de fornecedores com relações de confiança no mercado. Com isso, é só colocar tudo em prática e monitorar de perto.

Publicado em 07 julho de 2020